domingo, 28 de junho de 2009

Ich, der Tod, Kohaku und eine Tasse Tee.

Londres, Primeiro de Abril, meio-dia: Ich, der Tod, Kohaku und eine Tasse Tee.

Mal passaram os ocorridos no empório, e Leslie já se via às voltas com ter de se encontrar com Bella, para perdoá-la. Isto não fez com que ela digerisse tudo o que aconteceu naquele dia: Ficar com Haku, ver a morte, ter de lidar com tudo.

Foi sua primeira experiência com outra mulher, e ela obviamente estava confusa. Como Bella já namorava Klaudi havia três anos, resolveu pedir conselhos sobre como lidar com a situação para ela, algo que ela jamais havia feito. Leslie resolveu ligar para Bella ainda cedo, pois queria resolver a situação o quanto antes, fato que agradou bastante a irmã.

Saiu do apartamento sem tomar café, apenas se despediu de Kasumi e Haku. Combinou de pegar Bella no hotel onde ela havia se hospedado, pois já estava bem habituada a andar pela cidade. Chegou rápido ao hotel, mas nem precisou entrar, Bella já a esperava do lado de fora. Felizmente o dia não estava muito frio.

- Oi. Vim assim que pude.
- Oi, Leslie. Vamos entrar?
- Sim, quero conversar bastante com você.
- Eu também...

As duas subiram até o quarto onde Bella estava, no primeiro andar, número 20.

- E aí? Pensou? – Bella não escondia sua aflição.
- Sim, pensei.
- Ai. E qual sua decisão? Eu estou pronta pra ouvir.
- Decidi que vou te perdoar. Andei me aconselhando, e vi que o que você me disse aquele dia, apesar de muito grave, foi muito mais baseado no susto e na cabeça quente do que em algum sentimento seu quanto a mim. Não vale a pena perder uma irmã por um motivo destes.
- Sério? Você me perdoa, mesmo?
- Perdôo. Eu nunca te disse nada porque tinha medo de você não entender, mas nunca quis fazer algo com você.
- Te prometo que vou tentar ser mais compreensiva. Agora eu tenho uma idéia de como é a sensação. Sabe, foi muito difícil de entender que minha irmã mais nova tinha esse tipo de, digamos, coisa. Então acabei agindo feito idiota.
- Não quero que você me prometa isso, quero que seja. Eu preciso de você na minha vida. – Leslie abraçou Bella, como não fazia havia meses.
- Eu também. Não precisaram falar nada além disso.

O fato de se abraçarem era a maior demonstração do quanto uma sentia falta da outra. Ambas tinham pontos a ser melhorados, e juntas isso seria muito mais fácil. A partir daquele ponto, começaram a botar a conversa em dia. Bella sempre fora muito falante, e Leslie gostava de ouví-la falar.

- E daí a Klaudi acabou vestindo a blusa do avesso. Só percebeu quando chegou na empresa, hahhahaha. Eu ri a lot.
- Hahaha, ela sempre foi atrapalhada. – Leslie fez uma pausa. – Bom, tem algo que eu preciso te perguntar.
- O que?
- Putz, é até chato de dizer...
- Ué, só diz.
- É que aconteceu uma coisa...
- O que? Você transou?
- NÃO! NÃO É ISSO!
- Hahaha. Sabia que ia gritar! Sempre grita comigo quando falo em sexo.
- Filha da... Não é isso! Eu continuo virgem! – Vermelha.
- Hahahaha. O que aconteceu, então? Ficou com um cara?
- Não foi com um cara... - Não? Ficou com mais do que um?
- Eu não sou puta, porra.
- Ué, fala claramente então.
- Fiquei com uma garota ontem...
- WHAT THE FUCK??? JUSTO VOCÊ, QUE É TÃO CERTINHA??
- Ai, para, vai. Preciso de conselhos, não de bullying.
- Tá, desculpa. Mas, como foi? Fiquei curiosa agora.
- Nossa, foi estranho, mas foi ótimo. Ela beija muito bem, haha. – Vermelha novamente.
- Sério? Como tá se sentindo?
- Confusa... Não sei o que fazer.
- Por que? Se só ficou, capaz que nem a veja mais.
- Aí que tá. Ela é a dona do apartamento, a Haku.
- Nossa, Leslie. Isso é surpreendente.
- E você diz isso pra mim? Ninguém nunca me beijou daquele jeito.
- Hahaha, pelo visto você curtiu bastante, que bom. No começo é complicado. Lembro que me senti até mal depois de beijar a Klaudi.
- Pois é. Agora não sei o que fazer. Não dá pra eu evitar a dona do local onde estou morando, né.
- Ah, você seria muito infantil se evitasse ela, ainda mais você me dizendo que curtiu muito.
- Então o que eu faço? Você tem experiência nisso, eu não.
- Ué, deixa fluir. Se vocês se curtem, tentar evitar é, no mínimo, criancice.
- Então você acha que devo continuar?
- Se você e ela querem, óbvio que devem. Fico feliz por você experimentar coisas novas.
- Ontem foi tudo muito estranho... Haha, ainda me sinto zonza.
- Ah, é normal. Conforme vocês forem se conhecendo, isso passa. E já cansei de te dizer que você precisa se conhecer melhor.
- Eu sei, eu sei. Mas é que nunca conheci alguém legal.
- Eu sei disso. Mas pelo visto agora é diferente. Eu bem que reparei nos olhos de comilona dela pra você.
- Reparou, é?
- Sim. Você sabe que sou boa nisso.
- É verdade. Ai Bella, tô tão confusa! – Leslie até descabelou-se.
- Li, no começo a gente fica assim, mesmo. Como eu já disse, deixa a coisa fluir. Você não perde nada se tentar. Se não der certo, paciência. Ao menos você tentou.
- Eu não sei lidar com isso, haha.
- Normal. Você precisa sentir mais, ousar mais. Mas logo você pega o gosto e se acostuma.
- Nossa, tô pensando no nosso pai.
- Haha. Até parece que ele estranharia... Aliás, ele até acharia bom que você tivesse alguém.
- É, acho que sim. Mas eu não sei o que vai acontecer.
- Talvez não aconteça mais nada, talvez vocês até namorem. Aff Li, larga de ser medrosa. Um dia você vai namorar, transar. Pra que esse medo todo?
- Não tô com medo, só confusa.
- Tá com medo, também. Ué, se a Haku é legal, vale a pena investir numa relação. Vai por mim. – Bella deu um tapa no ombro de Leslie.
- Pior que a hora que saí ela me olhou com uma cara...
- Cara de quem quer mais.
- Será?
- Óbvio. Nunca ouviu aquilo de “toda mulher espera receber uma ligação no dia seguinte”?
- Mas o que tem isso a ver?
- Tudo. Claro que ela espera que você faça algo. Vai preparando umas lingeries melhores.
- Credo! Como você é! Eu mal beijei e você já me diz pra comprar calcinhas??
- Blá, até parece uma menininha. Até parece que ela não reparou nesse corpão todo. Humpf.
- Nossa, como você é pervertida!
- Pervertida nada, prática. Morrer virgem você não vai.
- Você fala assim e nós só demos uns beijos.
- Isso é o que você diz agora. Eu conheço você. Sei desse brilho nesses olhos verdes.
- Que brilho???
- Brilho de quem tá apaixonada. E é recíproco.
- Bom, tem algo muito forte rolando, com certeza.
- Ai, que bom! Leslie tá namorando! Lalalalala!
- BESTA! ERA MELHOR EU PEDIR CONSELHOS PRA UM MENDIGO NA RUA!
- Ai, nenezinha! Relaxa, só tirei um sarrinho.
- Vai se foder!
- Hahahaha, isso só quando eu voltar pra Berlim.
- Tá. Já me zoou, agora fala sério! O que eu faço?? Porra!
- Caramba, você é loira mesmo! Eu já disse! Deixa a coisa fluir! Se der certo, ótimo. Se não, foda-se.
- Putz, espero conseguir lidar.
- Claro que vai. Você só precisa sair um pouco da concha. Aproveita a chance, você vai gostar.
- Tô com muito medo.
- Vai passar, relaxa.

As duas ficaram conversando até a hora de Bella ir pro aeroporto. O vôo partiria às 18:00. Leslie ficou com ela até o embarque, sentindo-se muito mais leve por fazer as pazes com a irmã, e até menos confusa. Voltou pro apartamento pensando em tudo que Bella havia lhe dito. As sensações eram as mais contraditórias possíveis: por um lado, Leslie queria chegar em casa já beijando e abraçando Haku, mas ao mesmo tempo, achava que ela poderia pensar algo ruim sobre ela. E, claro, havia também a morte. Como lidar com alguém tão conectado com a morte e não temer a mesma? Leslie sentiu um frio na barriga só de pensar.

Lembrou-se então de palavras que sua mãe sempre dizia, quando ela tinha medo de algo: “Não tema os obstáculos que a vida te trará, pois eles serão muitos. Trate-os como eles devem ser tratados: coisas que você superará, custe o que custar”.

E esta era a verdade. Leslie haveria de superar muita coisa ainda, caso quisesse investir num relacionamento, e até mesmo em continuar sua estadia em Londres. Como ela mesma sofria de visões, isso amenizava um pouco. Mas realmente era pouco o alívio. Não havia terminado seu raciocínio e já estava beirando a entrada do prédio de Haku. Meio apreensiva, entrou, tomou o elevador, e subiu.

- Oi. Cheguei. – Deixou o casaco sobre uma mesinha na entrada e seguiu pela sala.
- Olá. E aí? Como foi lá? – Haku, deixando um cigarro no cinzeiro.
- Lembrei do que você me disse, aquele dia, e perdoei. Foi mais fácil do que imaginei que seria. Agora estamos bem. Eu demorei porque esperei o vôo dela partir. – Leslie sorriu.
- Nice. Eu esperava que você fosse fazer isso. Eu disse. Não foi melhor? – Haku levanta e abre o armário. – Kasumi não tá.
- Hã? Não entendi.
- Ela não tá, foi ver Sayako. – Haku pega uma garrafa de vinho. – Quer prosear comigo?
- Claro.
- Então... – Haku se joga no sofá. – Ficou com medo por causa de ontem? Tem algo pra me perguntar?
- Medo? Eu nem sei direito. Só sei que foi muito estranho. Agora... Perguntar? Tipo, como isso começou? Ou quando? Você vê a morte sempre? Como ela aparece? Simplesmente vem e vai?
- Isso começou quando eu nasci. E, bom, como existiram pessoas na minha família que desafiaram espíritos ruins no passado, elas foram alertadas que no futuro nasceria alguém amaldiçoado, e que eles saberiam que seria. Bom, essa sou eu: a amaldiçoada! Haha! Ah, eu a vejo vez ou outra, não é sempre. E sim, ela aparece do nada.
- Mas ela pode fazer algo? Digo, fisicamente?
- Aprendeu recentemente, infelizmente. – Haku bebe. – Bom, na real ela não é bem a morte, é um demônio da morte. Alguém que faz morrer, também.
- Mais ou menos como o cerberus?
- Mais ou menos como um shinigami.
- Erm, desculpa dizer, mas isso me assusta.
- Eu acharia estranho se você não se assustasse. A propósito, ela quer tomar meu corpo, um dia. Por isso não quer que eu sinta amor ou coisas do tipo. “Mãs”, agora eu sei como detê-la.
- Humm, você sempre tem uma resposta. Algo que notei com a convivência. – Leslie deu um sorriso maroto. - Bom, tem mais uma coisa que eu queria saber...
- Pois diga antes que eu fique bêbada.
- Bom, por que me beijou ontem?
- Por que “por que”?
- Ué, algo te motivou a isso. Quero saber o que foi.
- Ah, não vou te contar. – Haku vira-se, e pega mais vinho. Já estava bem “alegrinha”.
- Vai sim. Ninguém sai agarrando ninguém à toa.
- Não, não... Eu não vou te contar, não enche... – Haku estava bêbada, definitivamente.
- Ahhhhhhh! Você vai contar, sim! – Deu um tapa no ombro de Haku.
- Ok, eu não tô bêbada, haha. Bom, eu te beijei porque eu quis, e pelo visto, você também. Fora o fato de você estar me provocando. O bom é que pude te mostrar tudo o que se passa comigo.
- Provocando? Eu? Eu nem sei fazer isso. Sou nada provocativa. Acho que essa parte ficou toda no DNA da Bella. – Leslie franziu a testa.
- Ponha-se no meu lugar.
- No seu lugar? Hum, não creio que tenha provocado algo.
- Ah, esquece. Agora EU que sou a tarada.
- Eu não disse que não gostei. Só disse que não creio ter provocado. Aliás, isso não me sai da cabeça.
- Por que? - Bom, foi tudo muito confuso, mas, muito bom. E agora eu não sei direito o que faço. – Se encolheu no sofá.
- Que bom que gostou, Leslie. Haha. Bom... Leslie... Eu... Gosto de você.
- Gosta? Você diz gostar “gostar”?
- É, pequena tola. – Haku deu um tapa na franja de Leslie, desfazendo-a.
- Nossa, você me pegou de surpresa. Pior que... -
Que...?
- Eu... É... Saco! Você sabe o que eu quero dizer! – Leslie era tímida, embora muitas vezes não parecesse. Ficou mais vermelha que uma piscina de sangue.
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhh! Que bonitinha! – Haku arregalou os olhos e abriu um enorme sorriso.
- E você ainda me zoa...
- Eu não tô te zoando, “Surii”. Hahahaha, parei, vai.
- Bom, eu falei com minha irmã sobre ontem.
- Ah, é? E o que ela achou?
- Achou que eu devia deixar a coisa fluir.
- Eu concordo com a sua irmã. Na real, eu espero que não se preocupe com coisas sobrenaturais. Eu sou bem mais perigosa que aquilo, heh.
- E mais convencida, também, hahah. Mas é sério, eu quero, mas não sei como lidar.
- Nem sou convencida, vou mais pela lógica das coisas... Coisas ruins só aconteceram no passado por que eu não fui atenta nem responsável o suficiente. Mas vem cá, você nunca namorou na vida não, gaijin?
- Nunca. Os caras com quem “tentei”, só pensavam mesmo em transar, e eu não faço o tipo “putinha”.
- Eu era assim... Mas, passou. Bom pra você. Tá certa, mesmo. – Haku olhou pra cima e coçou a cabeça.
- Hahaha, você? Não tem cara. Haku, eu sou tão ruim nisso de relacionamentos, que não sei o que fazer, haha. Deve estar me achando uma idiota.
- Credo! Claro que não! Relaxa. Eu sei que é difícil no começo. Mas, bom, assim... Tá oficializado?
- Tá. – Leslie resolveu seguir o que seu coração dizia, embora a vergonha a fizesse querer enfiar a cabeça num buraco.
- Dã, Leslie. – Haku pega a mão dela. – Faz direito, pôxa. É assim: “Você quer namorar comigo?”. Me responde.
- Hahaha, você me deixa sem graça, assim. Mas, sim, eu quero namorar com você.
- Então pronto. Simples como uma folha de alga marinha. Falando em alga marinha, eu tô com fome.
- Nossa, você vive com fome.
- Mas eu tomei café às 5 da manhã e agora são 4 horas da tarde... Eu vou fazer a janta, não temos Kasumescrava hoje...
- Há! Você cozinha bem?
- Você vai ver se cozinho bem ou não. Agora sai. Vai dar uma volta porque eu detesto cozinhar com gente vendo.
- Ja, mein Kapitän! – Leslie bateu continência para Haku, rindo.
- Você é uma gracinha. – Haku sorri.
- Bom, já que você prefere cozinhar sozinha, acho que vou dar uma volta no centro da cidade. Me liga quando quiser que eu volte.

Haku se despediu de Leslie com um selinho demorado, e foi pra cozinha. Como Leslie estava ainda com a mesma roupa com a qual encontrou Bella, só recolocou o casaco e saiu. Kasumi não estava pois havia ido passar a semana com Sayako, então ficariam apenas Haku e Leslie no apartamento, durante aquela semana.

Haku tirou todos os ingredientes da geladeira, trocou de roupa e colocou as mãos à obra, fez Yakiniku com Moyashi e Shimeji. Fez também Yakissoba, Sushi, Sashimi e Temaki. Para sobremesa, fez Mochi com sorvete. Depois, sentou-se exausta por sobre a mesa, e resolveu ligar para Leslie.

Ela não demorou para voltar. Antes mesmo de entrar no prédio, já podia sentir um aroma bom de comida.

- Oi, voltei. Nossa, que cheiro bom!
- Você vai me dar um trabalho, hein? Haha.
- Hummm. Já andou tendo idéias, pelo visto. Caramba, pelo cheiro, você cozinha bem.
- Nem experimentei, mas a mesa tá pronta, mas não olhe ainda! Preciso tomar banho...
- Ja. Pode ir. Até você voltar já terei comido tudo. Hohoho!
- Faça isso e perca virgindade dos olhos...
- Hohoho. Até você voltar, já poderia ter me mandado.
- Não me faça tomar uma atitude drástica...
- Qual? Descontar na Kasumi? Hohohohoho.
- Levar você pra tomar banho comigo.
- Hahahahaha. You’re such a dreamer. Mas vai, agora eu que tô com fome!
- ... – Haku cerrou os olhos e começou a olhar para Leslie.
- Lalala! Se quer, vem pegar!
- Baka-sama! – Haku foi para o banheiro.

Haku foi pro banho, mas como pretendia ser rápida, foi para a ducha mesmo. Ficou meditando debaixo da ducha depois de passar sabonete liquido de pêssego.

Saiu vestindo uma camiseta cinza com a imagem da Fail Whale e bermudas pretas até o joelho. Exalava o cheiro do sabonete.

- Vem, vamos ver a mesa. – Haku pegou Leslie pela mão e levou até a cozinha.
-
Nossa! Tudo ficou tão wunderbar! Você caprichou muito!- Espero que o sabor esteja pau a pau com a cara.
-
Só pelo cheiro, deve estar. Tô morrendo de fome!
-
Então sente-se. – Haku puxou a cadeira para que Leslie se sentasse. – Vou por uma música.
-
Hummm, tô gostando disso. Vou te servindo enquanto isso.

Haku escolheu uma música que Leslie achava familiar.

- Isso é Mechanical Moth, não é?
-
Sim, eu gosto de dark wave.
-
Que legal! Já temos algo em comum! Mas eu achava que você curtia uns screamos, emocores.
-
E eu pensei que você curtia um black, viu...
-
Metal ou music?
-
Music. Haha, não me bate.
-
Nada contra, mesmo. Mas meu forte é música eletrônica. E você tem cara de emo, hahahaha. – Serviu Haku.
-
Vou ficar quieta. Que bom que você acha que eu sou emo. Que bom, MESMO.
-
Hahahaha, brincando só. Mas achava que você curtia sons assim ou góticos.
-
Mas eu curto.
-
E o que mais você curte? Seu Sushi é o melhor que já comi!
-
Obrigada. J-rock, Nu Metal e Neofolk caem bem...
-
E fora música?
-
Filmes, em especial os de drama. Alguns livros, filosofia.
-
Hummmm, legal. Pelo visto não somos muito diferentes.
-
Que bom. Eu não suportaria uma garota que curta black.
-
Nem eu uma que curta emo.
-
Então estamos quites.
-
Sim. Agora, trate de comer.
-
É. Tá bom, mesmo.

As duas ficaram apreciando o jantar preparado por Haku, e trocando olhares.

- Hora da sobremesa. Gosta de Mochi, né? E sorvete?
-
Gosto sim, de ambos.
-
Então vem cá, vou te servir.

Leslie havia se levantado para por seu prato na pia, e então foi até Haku, que a puxou sobre seu colo.

- Ai! Você quase me derrubou!
- Cala a boca e experimenta. – Haku cortou um Mochi, que é um bolinho de arroz recheado de sorvete, mergulhou numa calda de morango e botou na boca de Leslie.
- Hum, é bom.
- Olha só! Caiu calda no seu pescoço, que chato isso...
- Pois é. Essa sua mão desastrada derrubou.
- Deixa que eu limpo. – Haku puxou um pouco a gola da camisa de Leslie, deixando a alça do sutiã dela aparecendo, e passou a língua, retirando toda a calda.
- Ai, isso me dá arrepios, hahaha. – Leslie ficou arrepiada.

Haku puxou Leslie mais para perto, segurando-a firmemente pela cintura. Pôde constatar que era bastante fina. Pegou outro pedacinho de mochi e deixou cair bem no meio do pequeno decote, descaradamente.

- Haku, você tem a mão furada, é? – Leslie teve de abrir um pouco a blusa para poder pegar o bolinho.
- Surii, que coisa, hoje eu tô muito descuidada. Vem, deixa eu limpar. – Haku abriu a blusa de Leslie, revelando um sutiã preto, recheado por seios fartos.
- Ei, desse jeito você vai me deixar pelada aqui.
- Como se não fosse essa a intenção.
- Hahaha, você tá vendo muito já.
- Relaxa mulher, sem hipocrisia.
- Haha, o que você pretende? Tá frio aqui.
- Então “bora” pro meu quarto que é quente como o... inferno.
- Haku, espera...
- Calma, não vamos fazer nada demais. Só “brincar um pouco.” – Haku pegou Leslie no colo e a levou para o quarto. Deitou-a na cama.
- É que eu...
- Relaxa. – Haku começou a beijar o colo de Leslie, suavemente.
- Isso é bom...
- Vai ficar ainda melhor. Apenas me deixe fazer as coisas.
- Mas a gente mal começou a namorar.
- Não vamos transar. Relaxa, gaijin.
- Tudo bem.
- Lindo sutiã. Adoro a cor preta.
- Haha, que bom que gostou.
- Sua pele é muito macia. Humm, isso dá ainda mais sabor.
- Hummm, continue. – Haku começou a passar a língua por todo o colo de Leslie, e a abrir o zíper da calça dela.
- Está gostando? Pode melhorar se você tirar o sutiã... – Haku deu um olhar extremamente malicioso para Leslie.
- Haha, apressada você. Vai mais devagar.
- Quero saber onde você fica arrepiada quando tocam. – Haku abriu todo o zíper da calça, e a abriu, vendo a calcinha de Leslie. Preta, como o sutiã.
- Hummm, preta. Hahaha, quero vê-la inteira. Posso?
- Pode... – Leslie sentiu seu corpo aquecer, como se estivesse ao lado de uma lareira.

Haku tirou a calça dela, e ficou observando o corpo generoso em formas que Leslie tinha.

- Ai, ai. Você vai me dar muito trabalho, realmente.
- Não para agora, né?
- Tá, vou continuar. – Haku deitou-se sobre Leslie e começou a beijar seu pescoço, mas agora ousava mais. Já beijava sobre os seios, procurava o fecho do sutiã.
- Ei, quem te deu permissão pra abrir meu sutiã?
- Ninguém, mas ele será aberto e retirado.
- Você sempre consegue o que quer?
- Sempre. Mas, desta vez, é algo que ambas queremos. Abri! – Haku foi soltando o sutiã de Leslie lentamente.
- Haku, não sei se quero.
- Quer. Já li seu corpo, e ele diz claramente que quer ter prazer.
- Mas...
- Sem “mas”. – Haku retirou o sutiã de Leslie, e viu o quão fartos os seios dela eram. Viu também um piercing no mamilo esquerdo.
- Leslie, eles são simplesmente maravilhosos! Quero brincar com eles, haha.
- Bom, já viu. Agora vai ter que brincar mesmo.
- E eu vou. – Haku deixou o pescoço de lado e começou a brincar com o piercing. Alternava entre beijos, lambidas, mordiscadas, uma série em cada seio. Sugava levemente também.
- Isso é muito bom... – Leslie gemia baixinho, totalmente excitada.
- Tô adorando, também. Eles são lindos demais... Firmes.

A brincadeira de Haku continuou. De fato, ela havia se encantado com os seios fartos e o piercing de mamilo que Leslie tinha. Ela nunca havia sido tocada neles, e nem havia estado quase nua com ninguém. Haku dominava seu corpo com facilidade. Segurava os seios dela com força, apertava, e Leslie só fazia gemer. Ela tentou se masturbar por várias vezes, mas Haku a impedia de encostar as mãos em seu corpo, no local onde seria necessário Leslie tocar.

- Não senhora. Você não vai tocar aí. Hoje sou eu quem tocará você.
- Ai. Que sensação é essa? Tô quente, suando.
- Isso é tesão, haha. Quero ver se você usa calcinhas comportadas ou se é mais safadinha. – Haku virou Leslie de costas. – Humm, é pequena. Menina, você tem um potencial e tanto.
- Haha. Me sinto melhor usando assim. Não curto nada muito grande.
- Adorei. Agora, vamos dar um trato nessa nuca, costas, coxas, e claro, bunda.
- Sim, vai.

Haku deitou o corpo sobre Leslie, e começou uma massagem tailandesa. Haku sabia muito bem como usar as mãos, e estimulava os pontos erógenos de sua presa. Puxou Leslie pelos cabelos, forçando ela a beijá-la virando o máximo possível o pescoço. Começou a beijar sua nuca, descendo pelas costas.

- Que bundão, Leslie. – Haku deu um tapa.
- Ai! Tapa não!
- Tapa sim! – Deu outro.
- Ai! Porra!
- Hahaha. Tá, tá. Sem tapa.

Como estava “na área”, Haku começou a beijar a “derrière” de Leslie. Firme, bem arredondada. Incomum para o padrão europeu. Fez tudo o que quis: beijou, arranhou, apertou, até mordeu, sob uma orquestra de gemidos de alguém inexperiente.

- Ai... Acho que vou...
- Vai. Mas não ainda. – Haku desvirou Leslie, e começou a beijá-la. – Ainda quero aproveitar mais essa boca, peitos. Fecha os olhos.
- Fecho...
- Isso. Vamos brincar de “siga a mestra”. Eu faço, você sente.
- Sim...

Haku foi até os pés de Leslie, tirou a meia e beijou. Levantou sua perna, foi subindo, aos beijos. Parou quando chegou na virilha, dando uma leve puxada na alça da calcinha com os dentes. Apenas o suficiente pro elástico bater contra o corpo de Leslie, provocando suspiros e a sensação de ser ou não toda despida. Repetiu a sessão na outra perna. Quando terminou, subiu sobre Leslie pela quarta ou quinta vez, e se concentrou nos seios e boca.

- Ai... Haku, eu vou...
- Vai, agora pode... – Haku ficou observando o corpo de Leslie se contorcer, quando ela alcançou o clímax.
- Ahhhhhhhhhhhhh!
- Isso. Deixa acontecer. – Haku segurou a mão de Leslie, e então, “aconteceu”.

Aconteceu. E foi muito bom, para ambas. Leslie jamais havia experimentado tantas sensações e emoções ao mesmo tempo. Estava extasiada e exausta. Haku ficou passando as pontas dos dedos em sua barriga, bem levemente, admirando as curvas de sua nova namorada.

- E aí? Como tá se sentindo?
- Ai, acho que “molhada”, é a palavra que descreve melhor, haha.
- Hahahaha, sinal que gostou. Que bom.
- Amei. Foi maravilhoso. Mas por que você não tirou a minha calcinha?
- Porque hoje a gente só brincou um pouco. Não vamos transar tão já. Eu só queria que a gente se divertisse.
- Entendi. Hahaha. Gostou do que viu?
- Digamos que, eu sou o lobo mau e você é uma versão muito mais gostosa da vovozinha.
- HAHAHAHAHAHAHAHA! JÁ ME CHAMARAM DE GOSTOSA, MAS ESSA É A PRIMEIRA VEZ QUE GOSTO!
- Hahahaha, bom você rir. Outro sinal que foi bom. Bem, não sei quanto a você, mas eu tô seca de fome.
- Ai, tô cansada demais pra comer...
- Mas precisa recuperar energias.
- Depois eu como algo. Agora quero é dormir.
- Tá, mas durma só de calcinha. Quero ver esse corpão ainda.
- Humm, tá bom. Safada.
- Hahaha, nem vem porque você também gostou. Bom, estarei na sala, caso precise. Durma bem. – Haku se aproximou e deu um beijo bem demorado em Leslie. Mal saiu e Leslie já cochilava.

Óbvio que Haku havia ficado radiante com a primeira experiência íntima do casal. Era tudo absolutamente recente, mas ela sentia que tal interação era necessária. Haku estava realmente faminta, então comeu bastante. Ainda tinha o gosto de Leslie nos lábios, algo que deu mais sabor a comida.

- Olá, Haku. – A morte resolveu aparecer. Estava apenas de calcinha, e transmutada de Leslie.
- Já chegou a estraga prazeres. Ei, ao menos vista algo no corpo da minha namorada. Mas vai ver você tá com inveja dela ter um corpo lindo, e de você ser como descarga de escapamento de carro velho.
- Haku, este corpo é mesmo sensacional, não acha? – a morte tocava no corpo, insinuando-se. – Tão jovem e inexplorado. Macio. Firme.
- Nela, é mesmo. Mas em você, perde toda a graça. Bom, se veio me amolar, perdeu seu tempo. Por que você não vai dar uma com Hades? Soube que ele come qualquer uma... – Haku deu um gole de saquê.
- Sua insolência por enquanto será tolerada. Mas não pense que “Surii” está à salvo de mim. Posso fazer uso daquele corpinho, se quiser.
- Faça uso de um chute no rabo, e passar bem.

A morte riu, e se desmaterializou. Haku foi até o quarto para ver se estava tudo bem, e viu que Leslie dormia profundamente. Ficou admirada pela facilidade com que dormia, e mais uma vez, pelo corpo que ela tinha. Até pensou em tocar, mas teve medo que ela acordasse. Resolveu então ir até a varanda e fumar um cigarro. O tempo estava nebuloso, temperatura agradável, bem propício para isto. Era tarde da noite, e Haku estava bastante cansada. Resolveu se deitar e dormir. A noite estava completa.